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A marca de sorvetes Häagen-Dazs deixará de ser vendida no Brasil após uma decisão da General Mills, dona da marca.
A decisão faz parte de uma reformulação de portfólio da companhia, que foi iniciada em março deste ano, com a venda da sua operação brasileira para a 3corações em um negócio de R$ 800 milhões. A mesma transação contemplou também marcas como Yoki e Kitano e fábricas em Minas Gerais e Mato Grosso.
A Häagen-Dazs foi vendida no Brasil por quase 30 anos, tendo chego ao país em 1997 (primeira loja foi em 1998, em São Paulo). Até meados de 2017, a marca teve lojas físicas no país.
Conforme dados oficiais da General Mills, o sorvete é vendido em mais de 90 países atualmente, tendo lojas físicas em pelo menos 40 deles.
Nos Estados Unidos, a marca é uma das mais reconhecidas. Dados da Statista mostra que 84% dos americanos conhecem a marca de sorvetes. No ranking de awareness, estão na frente Breyer (86%), Baskin Robbins (86%), Ben & Jerry's (89%) e Dairy Queen (92%).
Qual o tamanho do mercado brasileiro de sorvetes
O setor de sorvetes no Brasil fatura mais de R$ 15 bilhões em 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS).
O país reúne cerca de 11 mil empresas no setor, das quais 92% se enquadram como micro e pequenas empresas.
O consumo per capita de sorvete no Brasil chega a 5,4 litros por ano, e o setor gera mais de 300 mil empregos, somando postos diretos e indiretos.
No verão 2024/2025, as vendas de sorvete registraram alta de até 50% em determinados períodos, resultado do clima e do lançamento de produtos, segundo o levantamento da ABIS.
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Imprensa Livre do Ceará | Jornalismo Independente
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