As ações dos grandes bancos brasileiros passaram por uma forte queda, levando o setor a perder mais de R$ 100 bilhões em valor de mercado. Entre as instituições mais afetadas estão Itaú, que perdeu R$ 32 bilhões, BTG Pactual (- R$ 29 bilhões), Bradesco (- R$ 13 bilhões), e Banco do Brasil (- R$ 9,7 bilhões).

O movimento chama a atenção dos investidores diante da preocupação com a inadimplência e os efeitos dos juros elevados sobre os resultados das instituições. 

Marilia Fontes, apresentadora do Resenha do Dinheiro, analisa que os bancos estão entre os setores mais procurados pelos investidores.

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“É um setor defensivo porque costuma performar bem tanto quando a economia vai bem quanto quando vai mal”, afirma.

Segundo ela, a preocupação dos investidores está em como os bancos vão lidar com a deterioração da qualidade do crédito. Com mais clientes enfrentando dificuldades para pagar suas dívidas, as instituições podem aumentar as provisões para perdas, o que reduz o lucro e pode afetar a distribuição de dividendos.

Juros altos pressionam bancos

O impacto também alcança empresas, principalmente pequenos e médios negócios, que dependem de crédito para manter as operações. 

A desvalorização das ações, porém, não significa necessariamente que os fundamentos das empresas tenham piorado na mesma proporção. De acordo com a apresentadora, parte do movimento recente também pode estar relacionada a decisões de grandes investidores estrangeiros de reduzir a exposição ao Brasil.

“Alguns bancos reportaram resultados bons e, mesmo assim, as ações caíram”, observa. Para o investidor de longo prazo, a diferença entre preço da ação e desempenho da empresa é um ponto importante a ser observado.

Por isso, quando os fundamentos permanecem sólidos, uma queda pode representar uma oportunidade para investidores com horizonte de longo prazo, desde que a decisão esteja alinhada à análise da empresa e à tolerância ao risco.

A relevância das instituições financeiras também está relacionada ao próprio caminho percorrido pelo investidor brasileiro no mercado financeiro. Para Godoy, os bancos costumam aparecer entre as alternativas buscadas por quem começa a migrar da renda fixa para a renda variável.

“O brasileiro, como um todo, quando começa a investir, vai para a renda fixa, com reserva de emergência e liquidez. Mas, quando passa para as ações, os bancos estão entre os setores mais procurados”, afirma. 

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos e Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

FONTE/CRÉDITOS: CNN Brasil