Hapvida (HAPV3) confirmou que está revisando contratos com “rentabilidade inadequada ou histórico de inadimplência” que somam cerca de 947 mil beneficiários, aproximadamente 11% da carteira de saúde. Segundo a empresa, o processo será conduzido “contrato a contrato”, nos respectivos aniversários de renovação, ao longo dos próximos 12 meses.

A companhia divulgou um comunicado ao mercado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após questionamentos sobre notícias que apontavam que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) impediu a renegociação por causa da medida “aparência muito forte de seleção de risco”, como informou a coluna de Míriam Leitão, do O Globo.

A operadora afirma que são verdadeiras as informações divulgadas na imprensa sobre a carteira objeto de revisão, o número de beneficiários e o processo de renegociação, dados que já haviam sido informados na divulgação de resultados do segundo trimestre e num comunicado em 14 de agosto.

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A empresa disse que a renegociação de contratos coletivos seguirá os dispositivos contratuais e as regras da ANS, incluindo prazos de vigência e aviso prévio.

“A companhia propõe ao contratante as condições necessárias ao reequilíbrio do contrato, mas a decisão de aceitá-las é do cliente”, afirmou.

A Hapvida também declarou que tomou conhecimento pela imprensa sobre uma “suposta adoção de medida cautelar de ofício” da ANS contra a companhia, mas que até o momento não recebeu “ofício, notificação ou decisão” da agência. Por isso, disse ter solicitado audiência “por iniciativa própria” para apresentar os elementos técnicos, contratuais e regulatórios e que prestará os esclarecimentos solicitados pelos canais oficiais.

Por fim, a empresa afirmou que “não há alteração nas informações e nas perspectivas divulgadas ao mercado no segundo trimestre de 2026” e disse não identificar fato relevante pendente sobre o tema, pois não recebeu notificação da ANS e as demais informações já foram comunicadas ao mercado.

FONTE/CRÉDITOS: Estadão