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O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) do IJF registrou 2.593 atendimentos relacionados a acidentes com escorpiões entre janeiro e julho de 2026. Com a chegada do período de reprodução, entre agosto e setembro, o hospital reforça orientações para evitar a presença dos animais e procurar atendimento médico rapidamente em caso de picada.
Julho teve maior número de atendimentos
Entre janeiro e julho deste ano, o Ciatox contabilizou 2.593 atendimentos presenciais e por teleatendimento relacionados a escorpiões. Julho concentrou o maior número de registros, com 445 atendimentos.
Em 2025, o IJF registrou 3.173 atendimentos ao longo do ano. Agosto foi o mês com maior número de ocorrências, com 326 casos, seguido por setembro, que teve 307 registros.
A espécie mais encontrada é o Tityus stigmurus, conhecido como escorpião-amarelo-do-Nordeste. O animal costuma se esconder em entulhos, ralos, caixas de esgoto, frestas e calçados.
Como prevenir acidentes
Os escorpiões procuram locais escuros, úmidos e com acesso a alimento. A presença de baratas e o acúmulo de lixo e entulho podem favorecer a permanência dos animais nas proximidades das residências.
As principais recomendações são:
- manter a casa e os quintais limpos;
- evitar o acúmulo de lixo, entulho e materiais de construção;
- vedar ralos, frestas e caixas de esgoto;
- controlar a presença de baratas;
- verificar calçados antes de usá-los;
- examinar roupas de cama e vestuário;
- manter camas e berços afastados das paredes;
- evitar deixar roupas e objetos diretamente no chão.
Crianças e idosos exigem atenção
Crianças menores de sete anos, idosos e pessoas com outras doenças podem desenvolver quadros mais graves após uma picada de escorpião.
Segundo Kelma Maia, médica infectologista e chefe do Ciatox/IJF, a rapidez no atendimento aumenta as chances de evolução favorável. Nos casos graves, pode ser necessário o uso de soro antiescorpiônico, disponível no IJF.
A maioria dos acidentes provoca apenas dor intensa no local da picada. No entanto, sintomas como náuseas, vômitos, suor excessivo, agitação e aceleração dos batimentos cardíacos exigem avaliação médica imediata.
O que fazer em caso de picada
Em caso de acidente, a orientação é procurar o serviço de saúde o mais rápido possível. Se for seguro, o animal pode ser fotografado ou levado em um recipiente fechado para facilitar a identificação, sem que a pessoa se exponha a uma nova picada.
Não se deve aplicar substâncias caseiras, fazer cortes ou amarrar o membro atingido. A vítima também deve evitar a automedicação e buscar atendimento profissional.
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Imprensa Livre do Ceará | Jornalismo Independente
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