O Ministério Público do Ceará (MPCE) deflagrou, nesta quarta-feira (2), a Operação “Aletheia”, para cumprir 15 mandados de busca e apreensão em dois municípios: Juazeiro do Norte e Barbalha.

A operação também afastou o vereador Felipe Vasques, presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, que está em licença da função pública.

Há ordem de que o parlamentar não realize contato com outros investigados do mesmo inquérito e de frequentar alguns espaços – os locais não foram informados pelo MPCE.

Leia Também:

As buscas alcançaram residências, sedes e endereços comerciais de pessoas físicas e jurídicas que constam no processo para o aprofundamento das investigações.

O inquérito apura a existência de um suposto esquema de fraude em contratações públicas, licitações e desvio de verba pública em obras e serviços de engenharia celebrados com a gestão de Juazeiro do Norte, em valor estimado em aproximadamente R$43 milhões.

“Segundo os elementos reunidos até o momento, empresas formalmente distintas seriam, de fato, controladas por um mesmo núcleo, com a colocação de pessoas ligadas ao principal investigado em posições estratégicas para viabilizar o direcionamento de contratos, a manipulação de procedimentos licitatórios e o desvio de valores públicos, com o emprego de empresas de fachada e de pessoas interpostas para ocultar as práticas”, afirma texto do MPCE.

Além das buscas
A Justiça aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o acesso a dados telemáticos, bem como ao conteúdo dos dispositivos eletrônicos apreendidos.

O nome da operação refere-se à cultura grega e significa deixar de estar oculto, ou seja, revelar. Também conforme o MPCE, a “investigação apura os crimes de fraude a licitações e contratações públicas, peculato e corrupção ativa e passiva”.

Os objetos, complementa comunicado do órgão, “serão encaminhados ao setor responsável, onde será feita a extração do conteúdo dos dispositivos eletrônicos e a análise de todo o material”. O procedimento tramita sob sigilo, razão pela qual não podem ser divulgados detalhes adicionais neste momento, conclui o MPCE.

FONTE/CRÉDITOS: O Estado