FORTALEZA – Médicos que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU Fortaleza) estão com os pagamentos atrasados desde julho de 2026.

Os profissionais são vinculados à Cooperativa de Trabalho de Atendimento Pré e Hospitalar (COAPH), empresa terceirizada contratada pela Prefeitura de Fortaleza para fazer a gestão da escala médica da unidade.

De acordo com o Sindicato dos Médicos do Ceará, a remuneração referente à competência de julho de 2026 deveria ter sido efetuada no dia 15 de agosto, mas nenhum valor foi depositado até o momento.

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O sindicato enviou um ofício formal à COAPH em 16 de setembro cobrando explicações imediatas sobre os repasses e uma previsão objetiva para a regularização dos vencimentos, visto que os meses subsequentes também continuam em aberto. 

Clima de insegurança e risco aos atendimentos

A entidade de classe alertou que a falta de pagamentos e a ausência de um cronograma claro por parte da COAPH geram forte apreensão e insegurança financeira entre os médicos.

O sindicato ressaltou publicamente que a manutenção da assistência essencial prestada pelo SAMU à população da capital depende diretamente de condições adequadas de trabalho, o que inclui receber o salário de forma tempestiva. 

Historicamente, entraves burocráticos e documentais entre a cooperativa e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já motivaram outros episódios de atraso salarial na rede de saúde de Fortaleza ao longo do ano. Até o fechamento desta matéria, a cooperativa não havia divulgado um prazo oficial para quitar a folha de pagamento de julho.