Segundo cálculo do Sindicato dos Bancários do Estado do Ceará (Seeb-CE), somente em Fortaleza, sete agências  do Santander foram fechadas e 30 empregados demitidos ao longo do ano. Nacionalmente, esse número seria bem maior, chegando a 6 mil postos de trabalho fechados, em 12 meses.

Para o secretário de Saúde do Seeb-CE, Eugênio Silva, o fechamento de agências traz impactos não apenas para os trabalhadores do setor, mas para a população, de uma forma geral. “Sofrem pensionistas, aposentados, microempreendedores, idosos, que dependem de agências físicas, e parte desse público não consegue se adaptar às novas tecnologias, à modernidade”, pondera.

Ele afirma que as consequências são ainda maiores no Interior do Estado e que as agências bancárias, muitas vezes, movimentam a economia do município. “Então, quando fecha agências, esse público, que é o aposentado, o pensionista, o microempreendedor, vai para o outro município, Naquele município que fechou a agência bancária, a roda da economia deixa de girar”, ressalta Silva.

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O dirigente sindical afirma ainda que há um impacto também sobre os funcionários que permanecem empregados. “Nas cidades onde tem mais de uma agência, os que ficam nas agências que estão abertas, ficam sobrecarregados, porque aqueles clientes que estavam na agência (fechada), vão para uma outra agência. Então, sobrecarrega os trabalhadores que ficam naquela agência”, pontua.

Eugênio Silva vê como injustificável o fechamento de agências no cenário específico de lucro do Santander, embora aponte os motivos usados não só pelo banco mas por outras instituições financeiras para esses fechamentos e demissões. “O avanço tecnológico junto com a concorrência dos bancos digitais a redução de custos com agências físicas tem, segundo os bancos, um custo alto”, cita o dirigente.

“Quando fecha unidades ao procurar-se aumentar o lucro dos bancos é esse argumento (usado pelos bancos)”, complementa. “A gente se apega a não justificar o fechamento de unidades porque só para se ter uma ideia o lucro do Santander em 2025 foi mais de R$ 15 bilhões. O lucro do Santander no primeiro trimestre deste ano foi de mais de R$ 3 bilhões. Então, não justifica o fechamento de unidades diante desses argumentos que o banco coloca”, exemplifica.

Sobre as ações que o sindicato tem tomado para se opor a esses fechamentos de agência, Silva afirma que a entidade tem discutido em audiências públicas tanto na esfera estadual como na esfera nacional e tem focado no tema também nas campanhas salariais, como a que está ocorrendo atualmente. A data base da categoria é justamente o dia 31 de agosto.

“O que nós temos colocado na mesa de negociação é a cessação do fechamento de agências e a manutenção das que estão ainda funcionando. Então, a gente defende que não tenha mais fechamento de agência, até porque os bancos têm uma concessão pública e eles têm que dar a sua contribuição para o social”, conclui o sindicalista.

FONTE/CRÉDITOS: O povo