O embate direto entre os candidatos ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT), no Debate PontoPoder, foi marcado por acusações severas de corrupção e desvios de verbas públicas. 

Ciro Gomes focou seus ataques na gestão da Superintendência de Obras Públicas (SOP), sob o comando do superintendente Valdeci Rebouças, que é ex-chefe de gabinete e aliado pessoal de Elmano de Freitas. 

Detalhes das acusações no debate:

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"Farra de Aditivos": Ciro apontou a existência de supostos esquemas de cartel, liberação de aditivos milionários contratuais e favorecimento de construtoras vinculadas à base governista para financiar a campanha eleitoral. Na visão do candidato do PSDB, as fraudes ocorrem sob a anuência ou autorização do próprio governador. 

Entidades Fantasmas: Ciro também confrontou Elmano afirmando que o governo repassou cerca de R$ 40 milhões para associações fraudulentas ligadas a deputados e aliados políticos da coligação governista. 

A Reação de Elmano: O atual governador rebateu as acusações imediatamente, classificando as falas de Ciro como "mentira" e afirmando que não há nenhuma comprovação de desvio ou irregularidade em sua gestão, exigindo que o adversário contivesse os gestos agressivos ("baixe seu dedo"). 

    Contexto Jurídico Recente

    A agressividade das acusações levou a disputa para os tribunais. O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) proferiu uma decisão determinando que a campanha de Ciro Gomes edite e remova de suas transmissões trechos em que associa diretamente o governador Elmano a expressões como "quadrilha" e "roubalheira", por falta de suporte probatório mínimo nesta fase.

     No entanto, a Justiça Eleitoral manteve permitidas as críticas administrativas feitas por Ciro em relação aos aditivos contratuais e andamento de obras estaduais

    FONTE/CRÉDITOS: Ponto Poder