O filme A Última Casa, lançado pela Netflix nesta sexta-feira (7) e estrelado pelo ator brasileiro Wagner Moura, foi mal avaliado pela crítica internacional. Segundo o site Rotten Tomatoes, que reúne opiniões de especialistas e espectadores comuns, o longa foi aprovado por apenas 38% dos avaliadores.

No suspense, o brasileiro interpreta Jason, formando um casal com a atriz Greta Lee, que dá vida a Ann. A dupla e os filhos ficam presos dentro da própria casa por uma força estranha e inesperada que impede a abertura das portas. A família luta pela vida com falta de recursos básicos e sem saber uma maneira de se livrar do confinamento.

Entre as avaliações, o ritmo e a falta de ideias sobre o desenrolar da história estão entre as principais menções.

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— Não demora muito para perceber que um filme deu terrivelmente errado. Pode ser o ritmo estranho e alguns cortes seguidos ou a forma como uma fala soa artificial, mas você sente imediatamente que tudo está, de alguma forma, fora de sintonia — afirma o site especializado em entretenimento Screen Rant.

O Wall Street Journal chega, inclusive, a questionar o motivo real da situação que norteia o longa.

— A falha dramática, além dos diálogos insossos, é a ausência de um vilão: o sofrimento e a resiliência são os motores da narrativa, mas sem uma motivação evidente por trás dos acontecimentos. Por que alguém submeteria as pessoas a tal provação? — escreve o jornal.

Outro grande jornal que não poupou o tom crítico ao filme foi o The New York Times. O texto publicado chega a ironizar o longa, afirmando que “há coisas melhores para se passar o tempo dentro de casa”.

— O filme não consegue se decidir; é metade parábola ecológica, metade lição moral simplista. Você pode até aguentar assistir a A Última Casa por mais tempo do que o previsto, mas existem maneiras melhores de passar o tempo dentro de casa — disparou.

Apesar das análises negativas sobre o roteiro e o desenrolar da história, a atuação do experiente ator brasileiro e da colega de cena norte-americana foi considerada um ponto positivo na produção.

— Além de algumas atuações interessantes de [Wagner] Moura e [Greta] Lee como pais dispostos a tudo para salvar seus filhos, não há nada a que se apegar — afirma o portal estadunidense The Seattle Times.

Esta é a oitava participação em produções estrangeiras de Wagner Moura. O ator estreou na ficção científica Elysium, em 2013. Dois anos depois, fez sua primeira atuação exclusiva para a Netflix, na série Narcos, em 2015, na qual interpretou o traficante Pablo Escobar. Por último, em 2024, deu vida ao repórter Joel em Guerra Civil.

FONTE/CRÉDITOS: Pleno News