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O PSD confirmou neste domingo, 26, em convenção em São Paulo a candidatura à Presidência de Ronaldo Caiado, com a presença de autoridades do partido.
O governador Tarcísio de Freitas, de quem o presidente da legenda, Gilberto Kassab, foi secretário, não compareceu. O único pré-candidato de outra legenda no palanque era Aldo Rebelo, que contesta na Justiça a chance de ser o candidato do DC à Presidência.
Caiado, que tem de 3% a 7% das intenções de voto a depender do instituto de pesquisa, pediu uma chance ao eleitor e teceu críticas tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto ao seu principal oponente, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O ex-governador de Goiás, que começou a pré-campanha com acenos evidentes ao bolsonarismo, passou nas últimas semanas a Flávio Bolsonaro, a quem atribui papel de principal concorrente no espectro da direita. A ideia, como mostrou VEJA, é cabalar votos dos eleitores independentes, estratégicos em uma eleição tão polarizada como a de 2026, e acenar para o chamado “voto útil”. Sem citar nominalmente o filho primogênito de Jair Bolsonaro, ele se sugeriu como opção a um “candidato Kinder Ovo”, por ter “todo dia uma surpresinha”. A referência ao Zero Um não poderia ser mais evidente. Desde que se lançou como o nome a sustentar o espólio de Bolsonaro, Flávio já teve de dar explicações sobre uma conversa em que aparece pedindo milhões de reais ao controverso Daniel Vorcaro para supostamente financiar uma cinebiografia do pai e nos últimos dias também sobre a emissão de notas fiscais a uma empresa do arco de influência do ex-dono do Banco Master.
“Você não pode colocar alguém que tenha tanto que explicar da sua vida, que não tenha tempo de defender os interesses da população”, falou. Ele também chamou de “baixaria” a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção do liberal. “O que é aquela conversa deselegante em uma convenção de alguém que se propõe a ser candidato, aquela baixaria, onde você esperava programas de governo.”
Sobre o presidente, Caiado disse se tratar de “café requentado”, e que o PT é “complacente com o crime”. “Vamos acabar com essa polarização. Esse é o máximo da estupidez hoje, ao invés de voltar a atenção para o cidadão, se volta a atenção para dois que querem polarizar”, disse.
Caiado também se comprometeu a ir em quantos debates for necessário, e disse que Lula “amarelou”, e só faz reuniões a portas fechadas. O presidente avalia não comparecer em nenhum debate no primeiro turno.
Chapa puro-sangue
Até o momento, o PSD caminha sozinho na disputa, sem alianças com outros partidos em nível nacional. Vice de Caiado, Kassab demonstrou pouca esperança de uma composição. “Hoje faltam praticamente dez dias para se encerrar o prazo de convenções. É evidente que a chapa pura é uma realidade. Isso vai dar mais legitimidade, vai dar mais harmonia, vai dar mais liberdade para o nosso candidato”, afirmou.
Para ele, não houve “solo fértil” para construir apoios. As demais legendas da centro-direita, União Brasil, PP, MDB e Republicanos caminham para a neutralidade, ao menos nesta primeira etapa da eleição.
O PSD também liberou seus governadores a apoiarem quem for mais conveniente nos estados, decisão refletida na ausência de alguns dos principais cargos do partido na convenção, como os governadores de Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro –Mateus Simões, Raquel Lyra e Eduardo Paes.
Publicado por:
Imprensa Livre do Ceará
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